Tocando o Equador em São Tomé



São Tomé & Principe São Tomé e Princípe consiste num grupo de ilhas localizadas no Golfo da Guiné, ao largo da costa africana e em cheio no Equador. Este país foi uma colónia portuguesa até 12 de Julho de 1975, data da declaração da independência. Tanto a ilha principal como a capital têm o nome de S. Tomé. A ilha do Princípe está situada a cerca de 140 km a norte. Ao largo da costa sul surge o ilhéu das Rolas, com uma população de 70 habitantes. A única maneira de chegar ao ilhéu é de barco, uma pequena lancha, e a travessia demora aproximadamente 30 minutos.



Roterdão, 27 de Março de 2014

Chegou a hora da viagem anual a lugares mais remotos do globo. Já que eu nunca tinha ido ao Equador, pareceu-me uma boa ocasião para lá ir e estar ao mesmo tempo em dois hemisférios. Para além disso, S. Tomé também satisfaz o critério de ser uma antiga colónia portuguesa.

A viagem começou com um voo regular de Amesterdão para Lisboa, onde me aguardava a minha companheira de viagem e uma escala de 9 horas antes de embarcar no voo semanal de 6 horas de Lisboa para S. Tomé.

Embora Lisboa seja território conhecido, teria sido giro ir jantar às docas mas o mau tempo impediu-nos de o fazer. Não deixamos de jantar, mas passamos a maior parte do serão no aeroporto. O voo, que estava previsto para a meia-noite, aparecia nos écrãs com a menção de atraso não especificado. Embora a TAP seja a transportadora oficial, o avião e a tripulação são alugados à White Airways. E, fazendo jus ao nome, o avião revelou-se ser um Airbus A310-304 (construído em 1989), totalmente branco, com excepção do registo CS-TQV na fuselagem, o único avião que a White Airways possui. Embarcamos finalmente às 2 horas da madrugada e preparamo-nos para o nosso truque : logo que a mensagem de « embarque completo » se ouviu, anexamos imediatamente duas filas de três lugares vagos, criando assim duas áreas confortáveis para dormirmos. Valeu a pena estar atentos : conseguimos dormir em posição horizontal durante todo o voo.


O aeroporto de S. Tomé é amigo do ambiente Na EN2, em direcção ao Sul


São Tomé, 28 de Março

Aterramos às 8.40m da manhã e somos recebidos pelo calor húmido tropical. Demoramos cerca de uma hora nas formalidades burocráticas e chegamos ao parque de estacionamento em busca da carrinha que nos levaria para o Ilhéu das Rolas, onde iríamos passar 4 dias.

O aeroporto está situado no extremo norte da ilha e o Ilhéu ao largo da costa sul. A carrinha demorou duas horas a percorrer a distância de 55 km na única estrada que liga o Norte e o Sul da Ilha. Passamos pela capital, São Tomé, e continuamos num cenário que não se parece nada com o que estamos habituados. Mas deixemos as fotografias falar por nós …


-sexta feira : Dia de lavar a roupa.
Mesma cenaem todos os rios
que atravessamos..


Fim da estrada Continuação da viagem por via marítima


A estrada termina literalmente num pequeno cais. Ao nosso grupo de 10 pessoas foi recomendado que vestíssemos um colete salva-vidas, após o que fomos convidados a embarcar num pequeno barco (a nossa bagagem foi transferida separadamente numa embarcação local, uma « piroga ».
A travessia durou meia hora e o mar estava agitado. Ao chegarmos ao ilhéu, fomos recebidos com uma bebida local : uma água de coco servida no mesmo, com uma palhinha. A ilha está coberta de coqueiros e uma das primeiras tabuletas que vimos advertia para o perigo de queda de cocos…

A « rola » é um tipo de pombo que emite um som repetitivo quando arrulha. Foi dado esse nome à ilha quando os exploradores portugueses se depararam com este animal ao descobrirem a ilha.

O nome da estância turística aí existente é Pestana Equador parece ser o único recurso que mantém esta ilha. Mas não sem controvérsia : o consórcio « Pestana » queria ocupar a ilha em exclusivo. Embora o terreno não lhes fosse vendido, incentivaram os habitantes da ilha a partir (em troca duma modesta compensação económica). Cerca de metade dos habitantes aceitaram a proposta e abandonaram a ilha. Os que ficaram trabalham na estância ou tentam ganhar a vida como guia turístico. A maioria dos visitantes declina a oferta desses guias, provavelmente por causa da barreira linguística, e prefere permanecer no ambiente seguro da estância.


Ilhéu das Rolas


O lhéu das Rolas tem uma superfície de 4 km 2 e oferece vida selvagem, praias fotogénicas, coqueiros, paz e sossego, muitos pássaros E o marco do Equador. Não existem veículos a motor, outros hóteis ou lojas. A energia eléctrica é fornecida por um modesto gerador a gasóleo. Acesso à rede WIFI na recepção. Para muitas pessoas, isto é o fim do mundo mas para algumas é uma benção após um ano agitado na Europa…

O primeiro dia foi passado na praia e a dormir. Jantar no restaurante Sete Pedras da estância, situado numa colina com vista panorâmica para o mar. Como se trata do único restaurante « decente » da ilha, é fácil imaginar o efeito que isto tem no preço da refeição. Quem não quiser misturar-se com a população local fica totalmente dependente do monopólio do Pestana.


Ilhéu das Rolas a rua principal da ilha


Há muito tempo que não me encontrava em completa escuridão durante a noite. Temos tendência a esquecer como é, no nosso mundo ocidental todo iluminado. Aqui, a electricidade deixa de funcionar a uma certa hora e a ilha fica completamente às escuras. Tantas estrelas no céu !

No segundo dia decidimos dar uma volta à ilha e procurar o marco do Equador. Mal saímos da estância, fomos abordados por vários jovens que se ofereciam como guia ou faziam sugestões para o almoço e o jantar. Mesmo que lhes diga claramente que prefere caminhar sózinho, eles não o largam. Não se trata do mesmo tipo de insistência com que deparamos na cidade de S. Tomé, é uma atitude compreensível dadas as circunstâncias em que vivem. Deixamos o Pedro levar a melhor e mostrar-nos a aldeia, o que teria sido dificil sem a sua ajuda. Mais tarde, aceitamos igualmente uma oferta para jantar no restaurante da aldeia. Embora de início tivessemos alguma relutância, anuímos mais por curiosidade. E, francamente, há várias maneiras de morrer aqui. Se não se apanhar com um coco na cabeça, pode-se contraír Ebola, febre amarela ou malária. Por isso, porque não experimentar a cozinha local ?


Marco do Equador Com uma perna de cada lado do Equador É mesmo uma linha… !


O marco do Equador está situado no socalco duma colina. Tinha que ser assim porque o Equador passa mesmo lá…Embora um pouco decadente, o monumento ainda conserva um certo charme, com os mosaicos e tudo… Além do mais, deste miradouro, a vista sobre a baía é espectacular.

No seu ponto mais elevado, a ilha tem um farol, mas as vistas são obstruídas pelos coqueiros e não foi possivel subir ao farol.


Barco em construção Aranhas maravilhosas Farol das Rolas Praia café


A humidade e temperatura elevadas são cansativas e há muitos mosquitos. É tempo de regressar à estância, não sem antes combinar um passeio de piroga à volta da ilha para a manhã seguinte.

A praia e a piscina de água do mar são uma boa opção para passar a tarde nas calmas. Não faz falta animação, a praia só por si é um espectáculo. Na maré vaza, todas as pintas pretas na areia, que eu pensava serem seixos, começaram a mexer : eram ermitões. Caranguejos a escavar novos abrigos. Lagartos à procura de comida. Dezenas de falcões à cata duma presa.


Restaurante Equador


para o restaurante da aldeia às 19h30, em absoluta escuridão. Não há ementa . Só peixe fresco grelhado (peixe-sopa) com fatias fritas de fruta-pão e uma cerveja fresquinha. Prefiro ajudar os habitantes a ganhar a vida do que encher os bolsos dos donos da estância.

Traga uma lanterna. Vai precisar dela para voltar à estância. Não há iluminação pública, nem ruas alcatroadas, nem passeios. Deslize pela colina abaixo tentando evitar os cães vadios e o porco que anda à solta…



30 de Março

Acordei a meio da noite com o barulho ensurdecedor duma tempestade tropical a desabar sobre o telhado do bungalow.
Lá consegui voltar a adormecer porque era preciso acordar cedo já que tínhamos combinado o passeio de barco para as 9 da manhã. E então começou a confusão : são agora 7 horas ou 8? Na Europa, a hora tinha mudado durante a noite, mas será que em S. Tomé a hora também muda ? Não fazíamos ideia, não tínhamos ligação internet nem telemóvel no quarto.


O Ilhéu das Rolas é excelente
para mergulho e snorkeling


De qualquer maneira, fomos logo tomar o pequeno-almoço. O céu estava totalmente limpo e a luz era magnífica. Pedro, o guia, bem como Lígio, o « comandante », estavam à nossa espera no local combinado para avolta à ilha. Desta vez, sem coletes de salvação. Não faz mal, estes tipos conhecem bem estas águas.

O Ilhéu das Rolas estende-se por uma superfície de 4 kms2 e, a esta velocidade, demoraremos cerca de hora e meia a circundar a ilha. O panorama, visto do mar, é um espanto e a água é absolutamente cristalina. A meio do percurso foi preciso meter mais combustível no motor do barco , para o que o comandante usou o conteúdo duma garrafa de plástico. Não sei muito bem o que levava a garrafa, mas devia ser mesmo combustível porque o motor começou logo a trabalhar outra vez. Que sorte…

Depois desta excitação toda, decidimos passar o resto do dia como é suposto fazer-se num sítio destes : na praia. Jantar : outra vez no restaurante Equador, claro ! O chefe prometeu-nos um peixe diferente para hoje, que se revelou ser « peixe dos olhos grandes ». Delicioso e bem temperado. E, de facto, os olhos eram enormes…



31 de Março

Este será o nosso último dia no Ilhéu das Rolas. Decidimos explorar as prais mais recônditas e as piscinas naturais que tínhamos visto ontem durante a viagem de barco. Embora o acesso fosse díficil, valeu a pena o esforço de escalar os rochedos escorregadios. Piscinas naturais nas rochas vulcânicas, com água aquecida pelo Sol durante a maré vaza. Peixes coloridos e caranguejos pretos a passear à volta dos nossos pés. Mas, o melhor de tudo: mais ninguém. Só o som das ondas a bater nos rochedos e o barulho ocasional dum coco a mergulhar na água.

Certifiquem-se que trazem sandálias de plástico de boa qualidade (rochedos e agulhas dos ouriços do mar) e muito protector solar. Os raios solares são mesmo fortes no Equador.

Está a tornar-se numa rotina : jantar mais uma vez na « Chrrasqueira Equador ». O chefe prometeu arranjar marisco para o jantar de hoje : lagosta.


Ouriços e peixe Jacuzzi natural com ondas inesperadas


1 de Abril

De regresso à lancha que nos levou de volta à ilha principal. O nosso itinerário incluia um transfer do Ilhéu para a capital, S. Tomé, mas, ainda no Ilhéu, tínhamos combinado uma excursão com um guia local, num 4x4 que nos deixaria no hotel ao fim do dia. Até aqui, tudo bem. No Ilhéu, tínhamos travado amizade com duas companheiras de viagem, portuenses, que nos acompanharam na excursão.
O 4x4 era afinal um Honda CR-V já um pouco usado, com motorista incluído. Um cálculo rápido : dois lugares na frente, três lugares atrás : espaço para cinco pessoas. Na realidade, com o guia e o motorista, éramos 6. Além do mais, tínhamos 5 malas. Lá fomos todos numa viagem de 7 horas e +/- 60 km. Na Europa, não caberíamos. Não faz mal, em S. Tomé vale a forte influência da cultura africana e COUBEMOS todos, mesmo se o guia, Jeckson , teve que partilhar a mala do carro com a bagagem…


6 pessoas, 5 malas… Porto Alegre Porto Alegre


E lá partimos para a nossa excursão na parte sul da ilha, que incluiu a visita de algumas roças. A roça é uma plantação. S. Tomé possui várias plantações, que produzem cacau ou café e foram construídas e geridas por portugueses. Originalmente, não havia cacau nem café em S. Tomé, mas os colonos portugueses trouxeram-nos do Brasil e introduziram-nos aqui porque o clima era favorável ao seu cultivo.

Primeira paragem : Porto Alegre, onde visitamos a roça Bela Vista, que está ao abandono. É uma pena ver a decadência destes edifícios magníficos. E não foi este o único exemplo que vimos. De facto, parece que muitas das infraestruturas básicas, como a iluminação e as estradas estão em decadência desde a independência em 1975.


« Dancing friendship »
discoteca em Porto Alegre
Doce Doce !! Restaurante local num cenário muito rústico


De seguida, uma praia e, sim, outra praia. O Jekson deve pensar que os turistas gostam de ver praias. Bem, nós não. Quando vemos uma, vês todas. Areia e água transparente. Concordamos em evitar as praias e concentrarmo-nos nas roças e outros locais interessantes.

Depressa comprovamos que o motorista, Argel, sonha vir a ser um condutor de Fórmula Um e já começou os treinos. A velocidade máxima imposta nas povoações são apenas um conselho, não uma obrigação. Abrandar nas curvas é uma perda de tempo, e com os pneus pouco cheios e quase carecas, uma temeridade… Deve ter a ver com uma certa necessidade de exibição.

Próxima paragem : uma cascata no meio do nada, escondida por uma pequena aldeia. Algo que chamou a nossa atenção é o número incrível de miúdos por todo o lado, contrastando com a ausência de idosos. Os miúdos sentem o cheiro do turista a léguas e mal o carro pára, somos abordados por uma legião colorida de miúdos. Demorei algum tempo a perceber o que diziam : « Doce, doce ». Doce é a palavra portuguesa para rebuçado ou bombom. É dificil para alguns de nós resistir aos olhares implorativos, mas é melhor não ceder. Se dás um doce a um deles, o grupo não te larga até que te metes no carro.


os grãos de cacau
quando extraídos do fruto
Grãos de cacau torrados Prontos para o embarque


Almoço num restaurante discreto, sem tabuleta, escondido numa aldeia ao pé da estrada. O ambiente e a comida eram excelentes e gostamos mesmo desta pausa culinária.

A roça Água Izé ainda estùa em actividade e ofereceram-nos uma demonstração do processamento dos grãos de cacau para exportação. Antigamente, uma roça era uma espécie de cidade autónoma, com alojamento para os trabalhadores e suas famílias, um hospital, uma escola e uma igreja. Hoje em dia, a maior parte dessas instalações desapareceram e os edificos ainda existentes ameaçam ruína. Ainda há´pessoas a viverem nas roças, mas com muito menos recursos que na era colonial. Só com ajuda e cooperação internacionais é que algumas roças ainda subsistem.

Por fim, chegamos sãos e salvos ao nosso hotel, o Pestana São Tomé , na capital. Apesar das dúvidas sobre o motorista, decidimos contratar o Jekson para mais uma excursão, no dia seguinte, desta feita para explorar a parte norte da ilha.
Um chuveiro e uma cerveja fresca local (chamada Rosema) na varanda, com vista para a baía, puseram fim a um dia bem passado.


Oficinas da roça Água Izé Transporte público em S. Tomé Hotel Pestana S. Tomé


O texto está ainda em tradução

April 2

Jekson and driver Argel picked us up at 9am and today's excursion would take us into the northern part of the island with a promise of visiting several roças. Coastal road EN1 offers spectacular views and is not for the faint-hearted, especially with Argel at the wheel. Somehow it is contradictory: the island' credo is "Lève-lève" and is the São Tomésian equivalent of "take it slow", or "No worries, mate". Everyone has all the time in the world here, no stress. But in traffic this credo apparently does not apply.


roça Bela Vista Drying the cacaonuts.. ..over huge fireplaces


First stop was the roça Bela Vista which still produces cacao. The workers' families still live on the premises and the kids just had a short break from school. Tourists! Chance for a doce!

The next impressive roça is the former Rio do Ouro, nowadays called roça Agostinho Neto after its founder. This roça does not produce any longer and all the major edifices are in decay. Once there was a 17 kilometer long network of narrow gauge tracks around, indicating the scale of the roça. Now people are still living here, passing their time. Doing what...?


roça Agostinho Neto Former hospital Chapel


Roadside beauty parlor


Something eludes me: the vast number of beauty salons along the road while the women do no actually need them. The name of this one uses the acronym M.M.D, which translates into "Woman with straightened hair is more beautiful and desirable".

Some activity near the road: a huge turtle was captured by some men and was hauled towards a piroga. When they noticed our presence and us shooting pics, they scurried away, dragging the poor turtle out of sight. We learned that turtles are protected nowadays but the locals still crave the turtle meat and do not hesitate to capture one.


Cacaobeans in their shell


All of a sudden we veered off the road but this was part of the plan: we were taken to a local restaurant "Santola" that raised an eyebrow but which offered incredible tasty and freshly caught crab. A small wooden plate and mallet were supplied to crush the legs of the crabs to get to the meat. Since the crabs were probably still swimming one hour ago, there was still a lot of juices present which sprayed every which way while we were hammering away. One jet even hit Argel dead in the eye. Good shot, Maria Do Seu!


Fresh crab at restaurant Santola View from the veranda of Santola


Since EN1 is the only road in the north we had to double back all the way to and through São Tomé to continue to the next stop: Roça Monte Café in the central part of the island. The name is a giveaway: indeed, this is where most of the coffee plantations are. A visit to the Museum of Coffee is worthwhile: it demonstrates how coffee was processed from raw material to the final product for shipping by using machinery, driven by hydro power. We were not allowed to make pictures.

That concluded the day excursion and brought us back to the Pestana São Tomé at 5pm sharp. We survived another day. I thanked them for the efforts they made and gave Argel the suggestion of adapting a more "tourist-friendly" way of driving. If it will have any effect I doubt. It is a cultural thing...

Should you consider booking an excursion: Jekson Moreno Adelino is available and can be reached either via the frontdesk of the Pestana São Tomé / Equador hotel or via cellphone +239-9947240. Portuguese language preferred but basic English is possible.


Microsuper under the restaurant Along EN1 Coffee berries


After a short dip in the pool we walked downtown for a nocturnal view of São Tomé and have dinner. The hotel offers a taxi round trip for € 10, the equivalent of an average Tomesian week salary, for a distance of about one mile. Walking is not dangerous as long as you bear in mind that everyone drives like mad and pedestrian crossings are non-existent...

Nightlife in São Tomé is non-existent, besides a bustling evening market. But at 9pm everything slows down and the streets become emtpy. We enjoyed a decent dinner at restaurant Chico (Xico in Satomese).


Mural on the Lyceum Street views the fortress


April 3

Last day in São Tomé and time for a city walk. The centre is quite compact and can easily be covered in one day. We set out for the fortress which houses the historic museum (and has a lighthouse which had to serve as my "high-rise" for this trip).
Passed the Sé Catédral and had an icecream (again..) at GeliDoxi: homemade icecream made from all fruits growing on São Tomé. Addictive!!


chapel of the fortress


Time to take the plunge in the hustle and bustle of the central market, next to the taxistand and the "busstation".
To my surprise I saw our national flag on a pink building, which turned out to be the consulate of the Netherlands. Still wondering why we need a consulate in São Tomé...


Dutch consulate... Minimercado Central market busstation


two little sisters leafing
through our guide




Crisscrossing downtown and spent one hour to obtain two postcards and ditto stamps: the perpetual obligation towards two relatives who count on my card from another "end of the world"...

Back in the hotel a good rest and some pre-packing because we have to get up at 3am for the trip back home.



April 4

Wake up at 3am, finished packing, breakfast at 3.30am, checking out and in the bus to the airport. Seemed a bit early to us since the flight is only leaving at 7am.
Before clearing customs a "departure tax" of 440.000 Dobra (€ 17) per head must be paid. Luggage is inspected thoroughly for illegal items to be taken out. On the other hand there is no European paranoia and you can just take your bottle of water with you.
A nice stamp in the passport, annulling the visa. At 6am our plane arrived: another completely white Airbus A310, but this time leased from HiFly. I had checked in very early and managed seats 2A and 2B which normally are business class seats and well before the wing. Good for picture making!


São Tomé International Airport The Sahara desert: Mali The Sahara desert: Morocco


Arrival in Lissabon with the usual TAP-delay. I don't know why, but I fly a lot and use TAP regularly and never ever had one flight of 'em that was punctual. Even Ryanair does better!
Connecting flight to Amsterdam scheduled at 19:55 but (of course..) pre-announced with a delay. Arrived at Amsterdam 00:15, suitcase at 00:40, managed to catch the 00:46 trainservice to Rotterdam. That is what I like about Schiphol airport: even though it is big, service is incredibly fast.

Made it home at 2:30am. Shower, tea, snack, sleep... Lève lève...



A 5000 Dobra-note (front) with roça Agostinho Neto (back) 5000 Dobra stamp

General information on São Tomé
  • Money 1: Currency is the São Tomé Dobra (STD). Exchange rate (apr.2014): €1 = STD 24.500. A few ATMs downtown at the national back and the airport. Changing at the hotel and charge to your creditcard gives a much better rate than cash conversion in the bank!
  • Money 2: Several travel guides recommend to take USD-notes for tipping and small purchases, but do NOT take USD. The people do not actually like them. The Euro is much more appreciated and common, because most visitors are from West-Europe. Bring € 0,50, €1 and €2 - coins.
  • Health: Contrary to some sources, no vaccinations are compulsory any longer since 2009. It is advised though to take a shot against malaria, yellow fever and tetanus.
  • Bring plenty of mosquito repellant and wear long sleeves / socks / long pants when dusk sets in...
  • Wear a cap and sun block if you have fair skin. The sun really is strong here!
  • Avoid tap water.
  • Bring a Portuguese dictionary / phrase book, as English does not get you far (outside the hotels).



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